Batida Salve Todos

Moda Recife.

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Nossa semana de moda, o MODA RECIFE, chega em sua sétima edição! Com o tema IDENTIDADE, o evento acontece dia 4 e 5 de Dezembro no Paço Alfândega. Por lá vão passar 10 marcas, entre elas as queridinhas Club Noir e Rush Praia, além da estréia, aqui no Recife, do estilista alagoano Fernando Perdigão (vi o desfile dele no Alagoas Trend House e fiquei de cara!).

O Moda Recife é aberto ao público (obaaaa). Além dos desfiles, quem for ao evento vai ver exposições de moda e de fotografia, reunido renomados estilistas e fotógrafos de moda, como Renato Filho e Carlos cajueiro além do Moda Recife Business, um espaço destinado para estilistas e grifes exporem e comercializarem seus produtos com preços promocionais, durante o evento.

Vai faltar é?

Dá só uma olhada no preview da coleção da Club Noir, inspirada no expressionismo urbano.

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Fotos do desfile do ano passado de Fernando, pra vocês conhecerem. Ele faz um trabalho incrível com filé.

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Seguem fotos da campanha 2014 do Moda Recife com  Natalia Tavares – Model – EP Models / Iran Nascimento – Styling / Mauro Frazao – Personal Beauty / Eduardo Camargo / Assistant Beauty / Noe Neto – VideoMaker / Milcson Roque – Assistant Photography / Alvaro Di Paula – Photography-Retouch / Ricardo Coller direção geral

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Haja protetor! Mix it with Brasil na praia.

Sol, ostra, jangada, caranguejo e protetor solar. Muito protetor solar. Assim foi o episódio da praia com nossos amigos escoceses.


Seguem fotos do making of do insta (@tetabarbosa)
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Árvores são os outros. #AdeusManoel

Manoel de Barros me ensinou a gostar, melhor, amar poesia. Antes dele, os outros são os outros. Hoje ele partiu. Injusto, eu sei, mas o cara, porque ele era o cara, tinha 97 anos. Já deu dessa vidinha sem graça. Lembrei, automaticamente, de um texto que escrevi pra o blog do Noblat, em 2012. Faço copy/paste hoje, em homenagem ao cara. Mas só porque ele era foda, porra.

AS ÁRVORES SÃO OS OUTROS

Não sou árvore.

Tentei.

Li todos os poemas de Manoel de Barros*, mas não escutei a cor do passarinho.

Não agarrei o rabo do vento nem peguei a voz do peixe.

Sou asfalto. E poeira, e fios, e poluição e viadutos. Nasci na cidade, nos prédios altos, no calor do Recife, no cheiro das pontes.

Não sou árvore, sou poste.

Poste com fios e energia elétrica. A mesma energia feita pela Chesf*, onde meu pai trabalhou a vida inteira. A energia que virava luz, a luz que vinha de um rio com nome de homem: Francisco!

E o senhor Rio São Francisco pagava nossas contas.

Na casa do poeta Manoel, o rio era uma cobra de vidro mole, na minha vinha em forma de contra-cheque. Um rio-salário líquido (que sempre tinha uma grande diferença em relação ao rio-salário bruto).

Coisa que eu nunca entendi, se tratando de um rio.

Imaginava apenas que um rio líquido era um rio sem barragens nem adutoras.

Um rio que circulava livremente e que tinha, dentro dele, novas espécies da fauna ainda não descobertas pelos biólogos especialistas: o jacaré Xingó, a garça Paulo Afonso e a sucuri Itaparica.

O rio do poeta conversa com as rãs e por lá falam de poesia.

O meu rio é amigo das hidroelétricas e os dois, velhos conhecidos, versam sobre linhas de transmissão.

Manoel de Barros é árvore.

Meu pai é rio.

Eu sou poste. Mas, sabe que pode haver muita poesia num poste?

*Chesf – Companhia Hidro Elétrica do São Francisco
* Manoel de Barros – Poeta Mato Grossense, autor do poema “Árvore”

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Sobre Manoel de Barros, caso você, estranhamente, não conheça:

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Eu risco, sublinho, circulo e uso meus livros. Sou dessas.

O brilho do olho.

Os quadros estão batendo na parede, mas não são espíritos, é o vento mesmo.

No hall tinha uma galinha preta, mas não era macumba, era a quentinha do pedreiro que tá reformando a fachada do prédio.

A boneca com agulhas espetadas não é vudu, é Maria tendo aula de costura com vovó Bete.

Victor nasceu em maternidade, porque não rola cientologia e eu adoro anestesia. #dábarato.

E antes que você me acuse de ser uma mulher de pouca fé, digo, em minha defesa, que tenho fé nas pessoas. Em algumas, pelo menos.

Essa fé se renova diariamente com a gentileza do porteiro, o sorriso da diarista, a simpatia da moça da padaria, a atenção do manobrista.

Esses dias, minha fé foi renovada por uma completa estranha.

Ela – Licença, qual o número da sua ficha?

Eu – 446.

Ela – Ah, pode ficar com a minha porque eu vou precisar sair. Tome aqui a 403.

Estávamos na fila da Caixa Econômica e o painel marcava 375, sem contar, claro, nossos queridos preferenciais.

Pronto.

Como acreditar em seres invisíveis que moram no céu, quando o amor está na cadeira ao seu lado?

Tenho fé, e muita. Mas ela não fica em templos nem em seitas.

Minha fé está no brilho do olho.

O dia do Acre.

Um estilista comum marcaria um lançamento de coleção com desfile e espumante. Cássio, da ACRE, está longe de ser um estilista comum e, para lançar as novidades da sua marca, produziu em evento cultural inteiro!

O DIA DO ACRE vai ter show, cinema, maracatú, recitais de poesia e, claro, o desfile da “Com o que nos restará”, nome da sua coleção 2015.

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A realização é do ACRE Recife e St7ling com apoio da Amazing Models, Uforia Bar, Editora Aplicação, Alfinete, Carlota Produções e Coda Produções.

 O “Dia do ACRE” tem início às 16h com o ensaio e cortejo do Maracatu Várzea do Capibaribe e segue com a distribuição de edições da Revista de Arte Contemporânea RECIBO. Paralelamente a isso, o artista plástico Arbos vai fazer uma intervençao pintando uma estrutura ao longo da tarde.
E vocês achando que não tem nada de bacana nesta cidade. Tsc, tsc, tsc.
PROGRAMAÇÃO
Data: Sábado – 15 de novembro
Local: Rua da Aurora – Próximo ao Monumento Tortura Nunca Mais – Recife
Aberto ao público
16h – Maracatú Várzea do Capibaribe (ensaio + cortejo)
17h – Distribuição gratuita de edições da Revista de Arte Contemporânea RECIBO, de Roberto Traplev
17h30 – Show DEVOTOS (parte 1)
18h15 – Lançamento do livro de poesias “Meu Corpo é um Esconderijo”, de Mariana de Matos, com declamações de Miró, Jomard Muniz de Brito e convidados
18h45 – Show DEVOTOS (parte 2)
19h30 – Exibição do filme “Explosão Brega”, de Hanna Godoy
20h45 – Desfile da coleção “Com o que nos restará” – Verão ACRE 2015, por Cássio Bomfim
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