Batida Salve Todos

Moda, arte e sustentabilidade.

Leopoldo

Leopoldo Nóbrega está sempre com a mão na massa quando o assunto é moda responsável. Enquanto a maioria dos criadores adora falar muito e fazer pouco nessa área, o estilista sempre arruma um jeito de colocar o discurso em prática.  Agora, para marcar o encerramento do Ciclo Pernambucano de Moda, Arte e Sustentabilidade, Leopoldo arma desfile junto ao Coletivo Ativistas da Moda com peças artesanais sofisticadas e com tecnologia de baixo impacto.

O evento fashion responsável acontece a partir das 20h, do dia 30 de maio, na Etiqueta Verde e trará, além de Leopoldo, outros artistas que abraçaram a causa como Heloiza Luz, Ariane Aléxio e Hemera.

Bora?

A receita secreta.

A convite do Portal Tag it fui dar uma palhinha na cozinha. Tirem as crianças da sala porque faca, fogo e uma mulher canhota na cozinha são elementos de alta periculosidade!

Gestão de Mídia Social Celeste.

Deus estava ali, de bobeira, sem job: nenhum criança na África passando fome, nenhuma guerra ou injustiça no mundo. Tudo reinava na santa paz Dele mesmo. Deu um rolezinho no Face, uma passada no youtube quando, tcharammmmm, o bat-sinal apareceu no céu estrelado. O aviso era claro: humanos em perigo. Deus vestiu seu cinto de utilidades, amarrou sua capa da invisibilidade e saiu, em desabalada carreira, rumo a sua mais nobre função: tirar os homos, nem tão sapiens, das cagadas que eles mesmos se metem. As missões já foram mais simples, pensou o Todo Poderoso. Antes era só transformar água em Reservado Santa Carolina de R$ 19,90, multiplicar umas tilápias e a humanidade se dava por satisfeita. Agora, minha filha, não tá fácil pra ninguém.

Chegando na Terra, Deus se deparou com a surpreendente cena: o casal Angélica e Luciano, o incrível ($$$) Huck, indo direto e sem escalas, encontrar seu destino final, “cumprir sua sentença. Encontrar-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo, morre.”*

“E se eu fingir que não é comigo?”, balbuciou o Senhor num lapso “ai que preguiça de salvar gente brega”. Pensou em chamar Rita de Cássia, santa de grande valimento em causas impossíveis, mas ela estava de licença com Dengue. God apelou para São Judas Tadeu que disse “nem a pau, Juvenal” e se enforcou antes que sobrasse pra ele.

-       “ Pensa na publicidade” , ecoou a voz do além, que só podia ser de São Paulo, o marqueteiro do céu.

O onipotente lembrou da quantidade de seguidores nas redes sociais de Angélica e Luciano e foi lá, dar uma salvadinha no casal mais coxinha da TV brasileira.

Em minha defesa, disse o Pai, só fui mesmo pensando nas babás e no piloto. Este último, vale lembrar, no afã do salvamento  divino, ficou esquecido na UPA por quatro horas sem atendimento. Isso é que dá não ter muitos seguidores no Face. Tivesse o piloto sua própria Fan Page, teria sido o primeiro a chegar no Hospital Albert Einstein.

Moral da história – quem tem likes vai a Roma.

#AtéTuDeus?

Link que vale o clique “Hospital que atendeu Angélica negou leitos para pacientes trazidos pelo SAMU”

 

*Trecho do texto Auto da Compadecida, Ariano Suassuna.

 

 

The Dark Side of The Moon (e da Vida).

Tem esse lado da Lua que ninguém nunca vê.

Nunca.

Lá, no escurinho do cinema, posso apostar que é onde estrelas nascem e planetas ficam grávidos. É no lado escuro da lua, no breu do mundo, sem olhos humanos escondidos por trás de telescópios, que o vento faz a curva com pavor da escuridão. Do mesmo jeito que tava indo, dá ré, faz uma volta danada e muda de direção com um medo da peste. Volta, tremendo e assobiando, que é pra espantar a eterna noite. É por isso que às vezes venta tanto, é ele, o vento em pessoa, correndo pra ir buscar o sol. Se achar um cometa no meio do caminho, já se dá por satisfeito.

As mulheres do Passarinho, comunidade na zona oeste do Recife, conhecem o outro lado da Lua. Moram, poucos cientistas sabem, no dark side of the moon. Lá, ao contrário da musica de Pink Floyd, tem pouquíssimo glamour. Num dos bairros mais pobres da cidade, as mulheres é que fazem a curva com pavor da escuridão. Do mesmo jeito que estavam indo pra casa cuidar dos filhos, dão ré, fazem uma volta danada e mudam de direção com um medo da peste. Voltam tremendo e assobiando, para espantar o escuro e a insegurança da região. Para elas nem precisa levar o sol, basta a Prefeitura colocar uma luz no poste e já se dão por satisfeitas.

Ao contrário do vento, as mulheres não vão embora do Passarinho. Ficam, no breu mesmo, e assim como na procissão das almas, saem a noite, carregando velas que iluminam, não só as ruas, mas suas esperanças.

Ali, no escuro da periferia esquecida, elas são a luz no fim do túnel do descaso político.

Lá, no Passarinho, falta luz. Mas o que falta mesmo, é vergonha na cara de quem poderia colocar a luz.

*Fotos de Rodrigo feitas durante o ato que fez parte da campanha Cidades Seguras para as Mulheres,  da organização internacional de combate à pobreza ActionAid

Passarinho0

passarinho5

passarinho-1

passarinho4

 

 

Família é todo mundo que a gente ama.

Pausa para os nossos comerciais: esse é um filminho feito pela Rói-Rói Filmes (quem acompanha meu insta @tetabarbosa e o face, sabe que desde Novembro eu e meu marido, Rodrigo Lôbo, abrimos uma produtora audiovisual). O filme ficou mega divertido e resolvi dividir aqui meu lado profissional (nem só de eventos de moda e look do dia, vive esta blogueira que vos fala.). Esse vídeo surgiu da constatação que a gente tem mania de falar demais e ouvir de menos. Cada um com uma definição mais deturpada do que a outra sobre o que é família. Portanto, para reparar esse erro milenar, a Vitarella e a Ampla Comunicação resolveram fazer um filme no Dia Das Famílias com quem entende do assunto: as crianças. Para a empreitada, chamaram a Rói-Rói Filmespara realizar a função mais divertida de todas: filmar as crianças e suas respostas incríveis.

O resultado? Só dando o play pra ver:

No final do dia, foi a gente quem aprendeu com as crianças. Podemos respirar aliviados, se depender dos pequenos recifenses, nosso futuro de igualdade e tolerância com as diferenças está garantido!
Obrigada a todos os envolvidos nesta missão!

Fotinhas de making of:

vitarella6

vitarella4

vitarella7

vitarella3

Vitarella1

vitarella5

Direção: Téta Barbosa
Dir. Fotografia – Rodrigo Lôbo
Assitente de câmera – João Velozo
Assistente de Set: Fernando Marinho
Produtora de Set: Kaká Cestaro
Direção de Arte: Leiloca
Edição e Finalização: Xico Pessoa
#édaampla