Batida Salve Todos

O verão de Frederico F.

Ainda venta loucamente e chove de vez em quando, mas o povo da moda não tá nem aí.

Sempre um passo a frente de meteorologia, as coleções do verão 2016 começam a sair das araras e ganhar as passarelas.

Este ano quem abriu a temporada no Recife foi a marca pernambucana Frederico F. trazendo tudo que um bom verão merece: linho, cambraia, algodão e seda. A coleção foi inspirada no filme “Beleza Roubada”, de Bertolucci, e foi apresentada em desfile intimista na Galeria Castro Alves. Uma delícia.

Fotinhas dos bastidores:

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Fotinhas das minhas peças favoritas do desfile:

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Amei muito essa saia azul! Usaria com um tênis ou rasteira.

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Pra quem curtiu, o ateliê de Frederico F. fica na Rua Radialista Amarilio Niceas, 53 Santo Amaro (na frente da TV Jornal)!

Vogue wanna be.

O jovem filipino sambou na cara da sociedade rica-fashionista provando, unicamente, que talento e criatividade nada têm a ver com dinheiro ou status social. O pirraia fez um “editorial” que humilhou muito estilista, stylist, modelo, it girl e editor de moda do circo fashion. Eu, se fosse a Vogue, demitia Anna Wintour e contratava ele.

Essas fotos servem também para todas as pessoas que querem fazer alguma coisa da vida mas, no lugar de realizar  fica de mimimi do facebook reclamando da crise e culpando o resto do mundo.

Reclame menos, realize mais.

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Festênha da Rói-Rói Filmes e Venda de Desenhos de Téta Barbosa!

Não tem convite nem lista vip.

Trabalhamos no departamento de democratização da arte e da vida, portanto, estão TODOS convidados para minha primeira “exposição”. Na verdade, desde que abrimos nossa produtora (eu e my love, Rodrigo Lôbo) a Rói-Rói Filmes, ainda não tivemos tempo de fazer uma inauguração oficial. Então, neste sábado, 22 de Agosto, vamos juntar os amigos, colocar os quadros e desenhos nas paredes para vender e abrir a porta para uma Open House oficial da nossa empresa, que teima em fingir que a crise é psicológica e que é só arregaçar as mangas que os jobs aparecem.

OpenHouse

A “festênha” vai rolar das 15h as 22h, aqui na Rede 344 (coworking onde fica nosso escritório). Como nossa salinha tem vista pro jardim, vamos ocupar o jardim e colocar música boa, cerveja barata e comidinhas pra vender.

Nas paredes os desenhos da série #PrincesasTambémChoram, provando que nem só de príncipes encantados e rímel a prova d’água vivem as mulheres.

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Posso jurar que ao vivo e emoldurados os desenhos são mais bonitos do que nessas fotos toscas que eu tirei. Esses são apenas alguns dos desenhos, tem MUITOS outros.

OBS1: Não tenho maquininha de débito (buáaaaaa), portanto aceitamos cheques, dinheiro ou depósito em conta!

OBS2: Depois da “EXPO” os quadros e desenhos que não forem vendidos ficarão expostos aqui na RóiRói, então você pode vir nos visitar quando quiser.

PREÇOS?

Os menores (A4) e emoldurados custarão R$ 250,00.

Os maiores (A3) emoldurados serão vendidos por R$ 350,00.

Os sem moldura (para você poder emoldurar da cor e do jeitinho que vc quiser) estarão por RS 180 (A4) e RS 280 (A3).

VENDAS ONLINE?

Claro. Mas, apenas os sem moldura, né? Próxima semana eu tiro foto dos que não foram vendidos e mando por sedex!

Hey, ho, let’s go.

E se você não quiser comprar desenho nenhum, venha mesmo assim. Estamos super orgulhosos abrindo as portas da nossa empresinha pra vocês conhecerem e a gente celebrar juntos!

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Rói-Rói Filmes: RUA JADER DE ANDRADE, 344, CASA FORTE.

 

Não existe amor em 3D.

A ideia parecia boa.

Mas, veja bem, passear no Titanic também parecia uma ideia boa.

O problema é que quando se está viajando, a trabalho ou férias, tudo parece uma ideia boa. Então, entrei na good vibes de achar que “olha que legal colocar um óculos estranho para ver uma pintura de Kandinsky em 3D”.

É quase como jogar na cara do pintor russo que ele não era  abstracionista o suficiente e que nós, em 2015, precisamos de experiências extra sensoriais como ver imagens loucas se movendo sem nem tomar um ácido antes.

A ideia soa perigosamente boa.

Até que, oito segundos depois colocar os óculos e entrar no universo de Alice no país dos alucinógenos, eu tive aquele insight: isso vai fuder minha labirintite.

Tarde demais.

As coisas, a partir dali, já estavam em 3D, mesmo sem os óculos. Depois vem todo aquele drama de tontura e enjôos e putaqueopariu quem teve essa ideia de juntar arte abstrata e tecnologia na mesma exposição?

O 3D já tinha bugado meu sistema de equilíbrio e sobriedade voluntária e, ao devolver os óculos  ao funcionário do museu ele poderia ter perguntado “vai vomitar agora ou levar para viagem?”, mas preferiu sorrir e manter a distância regulamentar.

O mostra “Tudo Começa Num Ponto” está no CCBB de São Paulo e é composta por 153 obras e objetos  do pintor russo Wassily Kandinsky, seus contemporâneos e de artistas que o influenciaram. Minha passagem por lá realmente começou em um ponto, mais precisamente, um ponto rosa que atende pelo nome de Dramin. Juntando aí o abstracionismo, o 3d e o delicioso efeito colateral  “tá tudo dormente” que o dramin dá, você pode imaginar que minha mente ficou about:blank.

O importante é a experiência.

Dizem.

*Relato sob efeito de drogas legais. Fora isso, essa viagem the flash por SP foi massa e teve amor, sim. SP2

E isso vai dar merda em 3, 2, 1….

SP

Devidamente recuperada da vertigem por excesso de tecnologia abstrata, no dia seguinte teve Miró no Instituto Tomie Ohtake e visita ao MAM no Ibirapuera, batendo o record mundial de visitas a exposições no meio de uma viagem de trabalho.

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Painel dos Gêmeos no Ibirapuera.

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A vida na velocidade 4G.

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Fotos de Rodrigo Lôbo.

Agosto.

Como se a vida não fosse “mãe o forninho caiu” o suficiente, chega Agosto e as saias voam. Desculpe o spoiler, mas em Agosto venta . Muito.
Tem um pouquinho de sol e finalmente os lençóis vão secar e, ufa, você já pode tirar aquele varal medonho da sala de estar.

Agosto, que tem sensação térmica de “o ano tá quase acabando e eu não fiz nada ainda”, é, quem diria, o mês mais feliz da minha vida, invariavelmente. Foi em Agosto, vejam só, que Victor, bem no meio de uma ventania, nasceu.
O vento assanhou meu cabelo e Victor, minha vida.

Vieram, na sequência, contrações, maternidade, mamadeiras, noites sem dormir (que duram até hoje, por motivos bem diferentes) e as festinhas de aniversário no pilotis do prédio quando, justamente por ser Agosto, eu tinha que prender as bolas da decoração com super bonder para não protagonizar uma cena de Up, Altas Aventuras. Na hora do parabéns, umas 6 bolas ainda não tinham estourado e Victor, mesmo antes de andar, já tinha aprendido a desapegar.

Hoje ele faz 19 anos e desapegou tanto que não quer bola, nem festinha, nem pilotis, nem mãe. Principalmente não quer mãe. Mas quem, com 19 anos, quer mãe, anyway?

E, já que a vida é esse Clube da Luta eterno que, quando você não está fabricando sabão, está dando e levando umas lapadas, de graça, bem no meio da cara, é sempre um conforto saber que, entre um round e outro, você tem um filho foda que te coloca no colo e diz “mã, vai ficar tudo bem”. E quando a vida derruba o forninho, é ele quem coloca de volta no lugar.
E Agosto é sempre assim; quase fim de ano, quase verão, quase nada e sempre tudo.
E eu gosto mais de tudo.

Parabéns Victor. Te amo valendo.
*Alerta de texto piegas e sem sentido. O amor é assim mesmo, besta, levemente brega e sem nenhuma explicação.