Batida Salve Todos

O orkut era ruim, mas era bom.

Neste filme conhecemos o final; vamos morrer. Eu vou morrer, você vai morrer, seu vizinho vai morrer, a tia do seu chefe vai morrer. Vivemos, inclusive, dentro de um episódio de Game Of Thrones; todo mundo morre, se não neste, no próximo capítulo. Não tem dízimo, promessa nem macumba que salve. Nosso season finale está garantido, só não sabemos ao certo quantas temporadas vamos durar.

A morte não trabalha em revista de fofocas da tv, portanto, não antecipa os próximos capítulos. Nada de aviso prévio.

Um dia é, no outro não é mais. It’s the circle of life.

A morte gosta mesmo é de finais inesperados, com “nunca pensei que isso fosse acontecer” estampado na cara dos que ficaram.

Vibe errada, na minha opinião.

Para provar que a morte anda se achando a Beyonce, quando na verdade não passa de uma ex BBB em fim de “carreira”, a internet deu-lhe uma rasteira e anunciou o spoiler: o orkut vai morrer dia 30 de Setembro de 2014.

Anunciou assim, sem cerimônia,;dizendo dia, hora e local. Vai morrer a acabou-se. No more drama.

Resultado? Fui correndo para o orkut. Lá estavam as fotos, os scraps,o avatar, os amigos que passaram para o Facebook, os amigos que passaram para a lista de ex-amigos, os amigos que, na real, nem eram amigos, os amigos dos amigos dos amigos. Todos lá, naquele vazio, na imensidão deserta do mundo virtual, cri, cri, cri (sobe som de grilos). O orkut está tão abandonado que as fazendas do Colheita Feliz foram invadidas pelo MST.

Não que o orkut vá fazer falta, não vai. Mas ele era como aquele seu amigo da quinta A: faz um tempão que você não o vê, ele frequenta lugares que você nem passa na porta, ouve músicas de gosto duvidoso e usa pochete. Mas era bom saber que ele estava ali, vivo. Brega, mas vivo.

Com o orkut foi assim, ele saiu de moda como a ombreira que você usou no aniversário de 15 anos da sua melhor amiga em 1983. Ele virou o disco do Menudo, o diplik, o papel de carta da hello kit. Ninguém quer mais, mas é bom saber que ele existiu. Melhor ainda é ter tempo, graças ao aviso prévio, de se despedir e de correr lá para salvar as fotos que ficaram perdidas no limbo do cemitério cibernético.

Por isso venho, através desta, pedir encarecidamente que a Sra. Morte reconsidere seus métodos. Vamos parar com esses finais repentinos e começar a pensar em um plano de governo da mortalidade que inclua o adiantamento do décimo terceiro e do aviso fúnebre. Não custa comunicar com 30 dias  a partida de entes queridos. Prazo suficiente para despedidas, perdões, desculpas, beijos e abraços. Muitos abraços.

*No orkut eu era assim:

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O verão da Rota do Mar.

Arnaldo morava numa casinha de porta e janela, em Santa Cruz do Capibaribe, e vendia as roupas que a mãe costurava na feira da sulanca. Entre um venda e outra, percebeu que faltava roupa de homem naquela feira e convenceu a mãe a fazer uns shorts de surf com as sobras de tecido. Pronto, a partir daí vocês já imaginam o fim da história! Na cidade que fica a 193 km do mar, Arnaldo criou a marca de maior sucesso do Nordeste e uma das maiores do Brasil, de Surf e Street Wear,a Rota do Mar. Domingo passado rolou o lançamento da coleção verão 2015 com direito a globais (Felipe Tito e Klebber Toledo), desfile e coletiva de imprensa.

Não só fui conferir, como fui a apresentadora do evento. ADORO!

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O mundo encantado de Melk-Z-Da

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Ontem foi o lançamento da coleção 2015 de Melk-Z-Da, o estilista-artista.

Entrar no atelier de Melk é como entrar no mundo encantado da delicadeza e do artesanal. Sim, é tudo feito a mão! As cores, texturas e formatos foram inspirados em uma plantação de Lisianthus com seus canteiros, telas com orvalho e bandejas de germinação. E se até a “explicação” da coleção tem poesia, imagina as roupas.

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Os sapatos da coleção foram feitos pela talentosa Gabi Fonseca. Uma belezura. #querotodos

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O atelier de melk fica na R. Jerônimo de Albuquerque, 66 / Casa Forte, Recife-PE

81 3037.6461.

Ela se chama Bia.

Quando Bia, minha assistente no Batida na TV, disse que escreveu seu primeiro texto eu, cultivando minha ego-lombra orgânica achei “que legal, ela se influenciou pelos meus textos”. Mas, que bobinha essa Téta, Bia é sobrinha-neta de Ariano e tem a literatura na veia. Então, sem mais delongas, o texto de hoje é dela. Como vocês, Bia.

Minha mãe se chama Afra.

Antes de tudo, esclareço que esse não é um texto sobre a minha mãe. É um texto sobre como o nome dos nossos pais pode nos influenciar.  No meu caso, influenciou muito.
Minha mãe se chama Afra. A-f-r-a. Mesmo nome que tinha sua bisavó. Nome que ela adora. Nome que já causou muita confusão ao longo da vida. Por conta de tanta confusão, mamãe resolveu nomear a mim e meus irmãos com palavras simples e bonitas. Para mim, escolheu Beatriz.
Quando pequena, descobri que todos os nomes (ou quase todos), tem significados. Curiosa como boa aquariana, descobri que o meu significa “A que traz felicidade/ A que deixa os outros felizes”. Só isso. Sem duplos significados ou múltiplas interpretações. Não sei por que, mas desde então, achei que devia ser fiel a esta definição para ser fiel a minha missão na terra. Afra significa “Que veio da África”. Culpa da minha avó não ter cumprido a sentença nominal da minha mãe. Mas pô, Afra! Pra mim tinha que escolher logo a felicidade? Que tarefa difícil essa de deixar os outros felizes. Dificílima. Bicho complicado de agradar, esse tal de ser humano.
Por muitas e muitas vezes, tentei, sem sucesso, estampar um sorriso em outros rostos. Algumas outras vezes fui bem sucedida. Sei que essa tarefa cansa. Então resolvi escrever este texto como compromisso para comigo mesma.
Sempre ouvi falarem que primeiro, temos que nos amar para depois amarmos os outros. Agora, neste momento, quero adotar uma máxima um pouco diferente. Primeiro, ser feliz para, depois, deixar os outros felizes. Não que eu não seja feliz. Sou bastante. Mas acho que minha felicidade depende de não me importar se minha missão está sendo bem realizada todo santo dia. Sou mulher, tenho TPM, paciência.
Agora peço licença à minha mãe e à pessoa que definiu o significado dos nomes para deixar de ser “Beatriz, A Que Traz Felicidade” e passar a ser “Beatriz,  A Que É Feliz”. Vou logo dizendo que falharei também nessa missão. Mas não cobrar tanto de mim mesma faz parte da construção da minha alegria, e eu sou dessas agora.

Batida na TV: Moda para evangélicas.

Sem preconceito de raça, cor, time ou religião, o Batida na TV de hoje fala para um grupo muito específico de mulheres: as evangélicas. Já que elas não podem (não devem) ousar demais no figurino, nem nos decotes, nem nas saias curtas…mas adoram estar na moda, fizemos um programa especial para elas. Como não sou expert no assunto, convidei Vivian, blogueira de moda e evangélica, para dar umas dicas e montar uns looks.